sábado, 24 de março de 2007




Quem foi que nunca pensou mil vezes sobre o certo e o duvidoso, mesmo que o certo não fosse bem o que você quisesse e o duvidoso seu sonho, desde sempre. Eu pensei, continuo pensando muito.

Neste ano vou prestar o vestibular, espero passar. Fiquei com uma duvida por anos, qual curso fazer... já tinha me decidido - vou fazer direito, adoro contestar, achar brechas onde não se parece ter, adoro escrever, adoro uma rotina de trabalho, onde posso saber que horas começa e que horas acaba -, é o que eu falava, mas sempre tive vontade mesmo de mexer com fotografia, moda, coisas do tipo.

Parece que me decidi, vou fazer uma especifica de desenho, e final do ano, por mais difícil que pareça (com relação a meu futuro financeiro) eu vou prestar vestibular para moda. Vou dar duro 4 anos da minha vida dentro de uma universidade, depois continuar dando duro, procurando um emprego que pague bem, ou arrumando dinheiro de não sei onde para começar meu próprio negócio, fazer minha loja, tentar crescer...

Daí já sonho: imagina eu assinando uma coleção Louis Vouitton, Gucci, minha marca ser vendida tipo na Barneys (acho que é assim mesmo), sonho, sonho auto, mas desta vez não vou deixar estes sonhos por um tanto bom de dinheiro rápido que direito poderia me dar. Esperem e verão, porque vou seguir meu sonho, vou fazer minha faculdade, fazer roupas e dar duro para chegar onde eu quero, ou mais.

quarta-feira, 14 de março de 2007





Pensar na intervenção do homem no meio ambiente e no futuro do planeta, hoje em dia é complicado. Porque o que primeiro passa pelas cabeças é: aquecimento global e suas conseqüências, que não são nada positivas.

Já estão todos vendo no que o descuido e total descaso do homem para com o meio ambiente acarreta, como por exemplo os europeus vem sendo castigados por ondas de calor de até 40° centígrados, brasileiros com ciclones (principalmente na costa Sul e Sudeste), qual será o futuro do planeta?

Provavelmente poucos abrirão mão de todo o progresso por agora, logo, pelo que todos os estudos indicam, daqui algum tempo muitas cidades litorâneas estarão submersas - isso pelo derretimento das geleiras, assim aumentando o volume d´agua nos oceanos -, a extinção de várias espécies de animais, desequilibrando vários ecossistemas.

Quem sabe, em vez deste fim trágico, um milagre não aconteça... Não que seja melhor. Sabe, O Admirável Mundo Novo, o que na verdade já vem acontecendo, mas ainda não exatamente como Aldous Huxley propôs em seu livro. Ainda tem muito o que piorar. Talvez até aconteça tudo, essa mudança de vida por causa do aquecimento global, talvez seja a última forma desesperada de sobrevivência, mas claro, com doses regulares de felicidade química, quem é que não aguentaria? Doses químicas de felicidade, pensando bem, parece que isso já vem acontecendo!

quarta-feira, 7 de março de 2007

sou a favor

(imagem que dá dó, mas leia o texto e depois me diga...)


Será mesmo que o aborto é crime? Será que uma mulher não pode escolher ter ou não uma criança? Será que de fato está matando uma vida? Perguntas difíceis. São muitas opiniões, de acordo com o instinto de cada pessoa, da religião que cada um segue ou simplesmente pelo que
já viveu e as lições que tiraram daquilo.

Nosso país é laico, não se faz leis seguindo religiões. Não? Não deveria, logo este é um julgamento que vem da cabeça de cada um, da crença de cada um e não deveria ser levado em conta. Uma jovem de quinze anos deveria ter um filho não desejado? Com certeza a garota foi irresponsável, mas usar um filho como punição, uma vida como forma de punir uma garota é justo? Até mesmo porque no futuro o punido seria o filho, a criação que ele receberia, o amor, os cuidados. Ninguém precisa vir ao mundo como forma de punição. Se for assim, melhor que tire.

É sofrido pensar que uma vida será tirada de dentro de uma mulher, que o feto tem sensações e até sente o que está acontecendo, e até vai sentir dor, mas mais sofrido ainda é ver uma criança abandonada na rua, é saber que o filho do seu vizinho sofria abusos, e do próprio pai. Sofrido é saber que a mãe da criança espancava a criança indefesa, e que o pobre coitado cresceu ouvindo barbaridades, que não era querido, que foi um erro e só atrapalhava.

O aborto deve sim ser liberado, não tem porque termos mais abandono, revolta ou suicidas em potencial no mundo. Como seria melhor se os casais decidissem por si mesmos ter um filho e fazer o melhor que pudessem por ele, como seria melhor se todos recebessem uma boa educação, aprendessem desde cedo o que é respeito e a amar o próximo.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Tentar conquistar o mundo




Provavelmente todo jovem já ouviu ao menos uma vez na vida esta maldita frase: "quando você crescer a gente conversa" se for escrita é ainda pior... "quando você crescer agente (sic) converça (sic)", ainda assim esperam algo de nós? Por quê?


Não somos tão incapazes como pensam, nem tão desequilibrados ou rebeldes como tentam mostrar. Vivemos neste mundo louco, é normal sermos diferentes dos jovens das outras épocas.

Muitos dizem que nossa gereção de jovens não tem preocupações políticas e sociais como nas outras e menos ainda sonhos. Discordo. Somos sim imediatistas, claro, temos medo de não aproveitar nem agora nem depois. Por quê? Temos medo de não sermos bem sucedidos (o mercado de trabalho está cada dia mais difícil e nós mais gananciosos), é natural este medo e vivermos intensamente quando ainda temos "ajuda" (tudo) bancado pelos pais.


Políticamente falando somos mais conscientes do que acontece, não fariamos um movimento hippie (que por acaso foi bem mais *junkie que político), somos mais pacionais, isto é o que esperam de nós, fomos criados assim. Nos preocuparmos com nós mesmos. Somos egoístas e capitalistas. Porém quando queremos algo somos mais engajados e sabemos bem o porque e como conseguir. E nem por sermos mais egoístas significa que ficaremos parados vendo nosso mundo acabar, afinal, diferente de vocês ainda temos muito o que viver o que fazer.


Somos bem mais espertos do que conseguem perceber. O egocentrismo da meia-idade cegou vocês (e provavelmente também apagou a memória de suas juventudes). Algumas vezes preferimos ser subjetivos, tá, temos defeitos, algumas vezes a subjetividade em excesso atrapalha, mas nem sempre. Somos imediatistas, algumas vezes de forma irresponsável sabemos... mas não nos subestimem. Sabem o que faremos essa noite? "A mesma coisa que fazemos todas as noites... Tentar conquistar o mundo!"

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Arquivo de Metal


(calmo e indiferente) Filho de Victor Giudice, minha história começo ainda em minha juventude. - (voz fica mais grossa e fala devagar) - Especificamente com meu primeiro, e único emprego. Depois de um ano, sempre chegando na hora e cumprindo com minhas obrigações fui contemplado, 15% a menos no meu salário. (feliz) Como era meu primeiro ano, sorri e saí.

Mudei-me para ainda mais longe do centro, mas continuei, pontual e responsável.Depois de dois anos, - (seco novamente) - mais uma baixa em meu salário, desta vez 17%, agora não adiantava apenas me mudar, tive de cortar gastos. Comecei a fazer uma refeição só por dia.

Mas claro, animei-me ao saber que ao menos tinha meu (triste) emprego. Ainda. Depois disso a mesmice se instaurou, uma calmaria. A empresa estava indo bem, melhor que nunca, (começa a falar rápido e a acelerar) fiquei feliz e resolvi trabalhar mais duas horas por dia. Fantástico, fui elogiado... e com o elogio recebi outro corte no salário, desta vez 19%. Mas me elogiaram, fiquei feliz.

Com este corte fui morar no subúrbio, mas o sorriso continuava em meu rosto - (sorri falsamente com os dentes) - . Os cortes continuaram, (fala mais alto) cada vez maiores, (aumenta) aos 60 anos recebia apenas 2% do que recebia no começo, e eu ainda era bem saudável, (ironia) chegaria aos 70 trabalhando. Entrei na empresa no setor administrativo, (respira) depois portaria.

E os 65 anos chegaram, fui informado: (imita voz fina desdém) "seu joão, seu salário foi eliminado, o senhor não terá mais férias e, a partir de amanhã, limpara os sanitários". (rindo) Foi demais, até mesmo pra mim. (ri muito) Disse que estava me aposentado. Todos pasmaram: "Ué logo agora que o senhor é desassalariado??".

A emoção era grande de mais, meu coração já não aguentava. (bravo e alto) Será que aqueles (leento) FILHOS DA PUTA (normal) achavam mesmo que eu gostava daquilo? Será que achavam que gostava de cortes e mais cortes? NÃO! Claro que (ênfase) NÃO. Apenas me adequava, sempre aprendi com meu pai, Victor Giudice, que, mesmo sentindo ojeriza do trabalho, tinha de me dedicar e sempre deveria me calar.

Me chamo João. Hoje sou um arquivo de metal.


*texto original de Victor Giudice (arquivo)

*este feito por mim, depois de pronto algumas modificações por meu amigo Fernando Llido.